{"id":5953,"date":"2015-12-10T08:30:09","date_gmt":"2015-12-10T11:30:09","guid":{"rendered":"http:\/\/silvafreire.com.br\/site\/?p=5953"},"modified":"2015-12-10T08:30:09","modified_gmt":"2015-12-10T11:30:09","slug":"caminhoneiro-nao-consegue-indenizacao-por-ter-que-dormir-na-boleia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/silvafreire.com.br\/site\/caminhoneiro-nao-consegue-indenizacao-por-ter-que-dormir-na-boleia\/","title":{"rendered":"Caminhoneiro n\u00e3o consegue indeniza\u00e7\u00e3o por ter que dormir na boleia"},"content":{"rendered":"<p>\t\t\t\tA S\u00e9tima Turma manteve decis\u00e3o que negou o direito \u00e0 indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais a um caminhoneiro que era obrigado a dormir na boleia porque o pagamento oferecido pela FRISA \u2013 Frigor\u00edfico Rio Doce S.A. n\u00e3o era suficiente para pagar uma di\u00e1ria de hotel. Os ministros entenderam que n\u00e3o h\u00e1 como reputar a pernoite do motorista no ve\u00edculo como fato ofensivo.<\/p>\n<p>O motorista trabalhou por quatro meses na empresa, onde era respons\u00e1vel pelo transporte de carne para diversas cidades. De acordo com a reclama\u00e7\u00e3o trabalhista, durante as viagens ele era obrigado a pernoitar no interior do ve\u00edculo, pois os valores que recebia a t\u00edtulo de di\u00e1ria de viagem eram muito baixos. Alegando que a situa\u00e7\u00e3o causava constrangimento, ele pediu indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais.<\/p>\n<p>Em sua defesa, a empresa alegou que pagava o valor acertado na conven\u00e7\u00e3o coletiva da categoria, e argumentou que dormir na boleia \u00e9 um h\u00e1bito comum entre os caminhoneiros, tanto que os ve\u00edculos s\u00e3o dotados de local apropriado para o motorista dormir.<\/p>\n<p>O juiz de origem condenou a FRISA a pagar R$ 10 mil por danos morais ao caminhoneiro, pois considerou degradante e perigoso dormir dentro de um caminh\u00e3o. &#8220;Ter um lugar tranquilo onde dormir \u00e9 um direito elementar de qualquer ser humano&#8221;, destacou o juiz. &#8220;N\u00e3o fornecer um local adequado para o motorista de caminh\u00e3o descansar \u00e9 colocar a vida dele e de toda a sociedade em risco&#8221;.<\/p>\n<p>A empresa recorreu, reiterando que pagava o valor determinado na conven\u00e7\u00e3o coletiva. O Tribunal Regional do Trabalho da 17\u00aa Regi\u00e3o (ES) deu provimento ao recurso. &#8220;\u00c9 cedi\u00e7o que os motoristas, em regra, pernoitam em seus pr\u00f3prios caminh\u00f5es, tanto que os postos de gasolina na estrada disponibilizam espa\u00e7o reservado para isso&#8221;, destacaram.<\/p>\n<p>O caminhoneiro apresentou recurso de revista, mas relator, ministro Vieira de Mello Filho, sugeriu a manuten\u00e7\u00e3o da decis\u00e3o do Regional. Ele observou que o contexto normativo (artigos 235-C, par\u00e1grafo 4\u00ba, e 235-D, par\u00e1grafo 7\u00ba, da CLT, acrescentados pela Lei dos Caminhoneiros) detalha que tanto o repouso di\u00e1rio do motorista profissional quanto o intervalo interjornada em viagens de longa dist\u00e2ncia pode ser fru\u00eddo no ve\u00edculo com cabine leito, nos casos em que o motorista tenha que acompanhar o ve\u00edculo transportado por qualquer meio onde ele siga embarcado. &#8220;A configura\u00e7\u00e3o do dano moral n\u00e3o est\u00e1 relacionada automaticamente ao descumprimento contratual, mas depende de prova de que dele decorreram preju\u00edzos para o trabalhador&#8221;, destacou.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o foi un\u00e2nime.<\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong> TST.jus.br\t\t<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A S\u00e9tima Turma manteve decis\u00e3o que negou o direito \u00e0 indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais a um caminhoneiro que era obrigado a dormir na boleia porque o pagamento oferecido pela FRISA \u2013 Frigor\u00edfico Rio Doce S.A. n\u00e3o era suficiente para pagar uma di\u00e1ria de hotel. 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