{"id":6195,"date":"2016-02-17T07:00:05","date_gmt":"2016-02-17T10:00:05","guid":{"rendered":"http:\/\/silvafreire.com.br\/site\/?p=6195"},"modified":"2016-02-17T07:00:05","modified_gmt":"2016-02-17T10:00:05","slug":"governo-quer-abrir-credito-para-setores-por-crescimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/silvafreire.com.br\/site\/governo-quer-abrir-credito-para-setores-por-crescimento\/","title":{"rendered":"Governo quer abrir cr\u00e9dito para setores por crescimento"},"content":{"rendered":"<p>\t\t\t\tO governo da presidente Dilma Rousseff quer abrir linhas de financiamento para setores econ\u00f4micos espec\u00edficos que possam ajudar a impulsionar o emprego e reaquecer a economia, sem impacto inflacion\u00e1rio, disseram \u00e0 Reuters tr\u00eas fontes do governo.<\/p>\n<p>Parte dessa estrat\u00e9gia para tentar reverter o quadro de recess\u00e3o que o pa\u00eds enfrenta desde o ano passado dever\u00e1 ser apresentada pelo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, na reuni\u00e3o do Conselho de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social, o Conselh\u00e3o, na quinta-feira da pr\u00f3xima semana.<\/p>\n<p>Preocupado em n\u00e3o passar a imagem de que o governo vir\u00e1 com solu\u00e7\u00f5es milagrosas ou com um pacot\u00e3o de medidas econ\u00f4micas, fontes do Pal\u00e1cio do Planalto refor\u00e7am que ser\u00e1 apresentado ao Conselho uma \u201cestrat\u00e9gia\u201d, buscando o reequil\u00edbrio fiscal, a retomada do crescimento e controle da infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cAquecer a economia e controlar a infla\u00e7\u00e3o s\u00e3o coisas que podem ser antag\u00f4nicas. O governo precisa ter uma estrat\u00e9gia para conciliar as duas coisas\u201d, disse uma das fontes do Planalto. A presidente Dilma tem repetido que o governo vai adotar uma pol\u00edtica econ\u00f4mica visando os tr\u00eas eixos &#8211;reequil\u00edbrio fiscal, crescimento e controle da infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O governo entende, segundo uma das fontes, que n\u00e3o pode retomar estrat\u00e9gia de insuflar o consumo com a infla\u00e7\u00e3o a 10 por cento, mesmo em um cen\u00e1rio de retra\u00e7\u00e3o da demanda. A estrat\u00e9gia desenhada at\u00e9 agora \u00e9 investir, mesmo que sem cr\u00e9dito subsidiado, em \u00e1reas que n\u00e3o dependam do mercado interno e possam gerar empregos.<\/p>\n<p>Na mira do governo est\u00e3o as concess\u00f5es programadas para este ano de portos, aeroportos, ferrovias e estradas programadas; as obras de infraestrutura, dentro das limita\u00e7\u00f5es or\u00e7ament\u00e1rias do governo; o incentivo a pequenas e m\u00e9dias empresas, que geram emprego; e a exporta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na semana passada, Dilma reuniu Barbosa e os ministros Armando Monteiro (Desenvolvimento, Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio Exterior), Mauro Vieira (Rela\u00e7\u00f5es Exteriores), e K\u00e1tia Abreu (Agricultura) para discutir pol\u00edticas para a \u00e1rea de com\u00e9rcio exterior. De acordo com uma das fontes do governo, Dilma est\u00e1 convencida que as exporta\u00e7\u00f5es podem ser uma das principais alavancas para a retomada do crescimento.<\/p>\n<p>O governo estuda um fundo com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES), com financiamento corrigidos pela taxa de juros de longo prazo (TJLP), para empresas que come\u00e7arem a exportar, especialmente as pequenas e m\u00e9dias. Segundo uma fonte, seria um financiamento \u201cde embarque\u201d, para que as empresas possam se preparar para exportar, comprar mat\u00e9ria-prima, produzir e segurar seu capital de giro at\u00e9 come\u00e7ar a receber do exterior.<\/p>\n<p>O formato ainda est\u00e1 em estudo pelo BNDES, e n\u00e3o deve ser anunciado como programa durante a reuni\u00e3o do Conselh\u00e3o, mas as exporta\u00e7\u00f5es far\u00e3o parte da pauta. Al\u00e9m do financiamento, o governo trabalha com a inten\u00e7\u00e3o de acelerar a amplia\u00e7\u00e3o de acordos econ\u00f4micos com o M\u00e9xico, Peru e Col\u00f4mbia e iniciar outras negocia\u00e7\u00f5es, al\u00e9m de medidas para desburocratizar o processo de exporta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2>Novo conselho<\/h2>\n<p>Criado pelo ex-presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, o Conselh\u00e3o tem a inten\u00e7\u00e3o de reunir governo, empres\u00e1rios, trabalhadores e outros setores da sociedade civil para discutir pol\u00edticas para o pa\u00eds.<\/p>\n<p>Nos dois primeiros mandatos de Lula, o grupo se reunia com frequ\u00eancia e teve como diretores o ex-governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, e o atual ministro da Casa Civil, Jaques Wagner. Nos governos de Dilma, foi vinculado \u00e0 Casa Civil e perdeu espa\u00e7o. Sua \u00faltima reuni\u00e3o foi em junho de 2014. Agora, em meio \u00e0 recess\u00e3o e \u00e0 crise pol\u00edtica, o Pal\u00e1cio do Planalto decidiu que a reativa\u00e7\u00e3o do grupo pode ajudar o governo a encontrar sa\u00eddas e angariar apoio para medidas pouco palat\u00e1veis, como a recria\u00e7\u00e3o da CPMF.<\/p>\n<p>Desde a semana passada, o governo faz convites para novos membros \u2013 alguns dos antigos tiveram que ser substitu\u00eddos, como o presidente da construtora Odebrecht, Marcelo Odebrecht, e o pecuarista Jos\u00e9 Carlos Bumlai, ambos presos na opera\u00e7\u00e3o Lava Jato.<\/p>\n<p>Entre os nomes j\u00e1 definidos de empres\u00e1rios e que j\u00e1 faziam parte do grupo est\u00e3o Roberto Setubal, do Ita\u00fa; Luiz Carlos Trabuco, do Bradesco; Ab\u00edlio Diniz, da BRF; Luiza Trajano, do Magazine Luiza; Murilo Ferreira, da Vale; e Benjamin Steinbruch da CSN. Na lista de novos convidados est\u00e3o, entre outros, Jos\u00e9 F\u00e9lix, da Am\u00e9rica M\u00f3vil; S\u00e9rgio Galindo, da Brascon, Syn\u00e9sio Batista da Costa, da Abrinq; D\u00e9cio da Silva, da WEG; Cl\u00e1udia Sender, da TAM; Jorge Paulo Lemann, da Ambev; e Josu\u00e9 Gomes da Silva, da Coteminas. Na tarde desta quinta-feira, o pr\u00f3prio Jaques Wagner confirmou em sua conta no Twitter que convidou o ator Wagner Moura para ser um dos representantes da sociedade civil no \u00f3rg\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong> exame.abril.com.br\t\t<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O governo da presidente Dilma Rousseff quer abrir linhas de financiamento para setores econ\u00f4micos espec\u00edficos que possam ajudar a impulsionar o emprego e reaquecer a economia, sem impacto inflacion\u00e1rio, disseram \u00e0 Reuters tr\u00eas fontes do governo. 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