{"id":6858,"date":"2016-10-19T09:36:22","date_gmt":"2016-10-19T12:36:22","guid":{"rendered":"http:\/\/silvafreire.com.br\/site\/?p=6858"},"modified":"2016-10-19T09:36:22","modified_gmt":"2016-10-19T12:36:22","slug":"pedidos-de-recuperacao-judicial-crescem-69-em-setembro-diz-boa-vista-scpc","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/silvafreire.com.br\/site\/pedidos-de-recuperacao-judicial-crescem-69-em-setembro-diz-boa-vista-scpc\/","title":{"rendered":"Pedidos de recupera\u00e7\u00e3o judicial crescem 69% em setembro, diz Boa Vista SCPC"},"content":{"rendered":"<p>\t\t\t\tOs pedidos de recupera\u00e7\u00e3o judicial cresceram 69% em setembro deste ano na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo m\u00eas de 2015, segundo dados divulgados pelo Boa Vista SCPC. Os deferimentos tamb\u00e9m acompanharam a tend\u00eancia de alta, registrando aumento de 53% no per\u00edodo.<\/p>\n<p>J\u00e1 os pedidos de fal\u00eancia, tamb\u00e9m na compara\u00e7\u00e3o entre setembro de 2016 e de 2015, apresentaram queda de 6%. Por outro lado, as decreta\u00e7\u00f5es de quebra das empresas aumentaram 22%.<\/p>\n<p>No acumulado do ano, a varia\u00e7\u00e3o dos pedidos de recupera\u00e7\u00e3o foi de 70% e dos deferimentos, 68%. As fal\u00eancias solicitadas cresceram 16,7% enquanto as decretadas 11,9%. Confira os n\u00fameros no gr\u00e1fico abaixo:<\/p>\n<h2>Recupera\u00e7\u00f5es judiciais e fal\u00eancias<\/h2>\n<p>Para o advogado Ricardo Sayeg, o aumento dos pedidos de recupera\u00e7\u00e3o judicial e de fal\u00eancias s\u00e3o um reflexo esperado da crise econ\u00f4mica, pois o mercado vive uma escassez de cr\u00e9dito, enfrentada principalmente pelas micro, pequenas e m\u00e9dias empresas. \u201cOs bancos est\u00e3o se concentrando em grandes empresas ou investimentos.\u201d<\/p>\n<p>Essa afirma\u00e7\u00e3o \u00e9 confirmada pelos dados do Boa Vista SCPC, que mostram que, entre janeiro e setembro deste ano, 93% dos pedidos de recupera\u00e7\u00e3o judicial e 86% das solicita\u00e7\u00f5es de fal\u00eancia envolvem pequenas empresas. J\u00e1 as companhias m\u00e9dias representam 10% e 6%, respectivamente.<\/p>\n<p>Sayeg explica que as primeiras companhias que apresentam problemas financeiros s\u00e3o as que n\u00e3o t\u00eam capital de giro. Em seguida v\u00eam as empresas que perdem o acesso ao cr\u00e9dito, usado normalmente para manter o fluxo de caixa.<\/p>\n<p>Essa situa\u00e7\u00e3o, segundo Sayeg, representa a segunda fase da crise, que acaba resultando em inadimpl\u00eancia corrente. A pr\u00f3xima etapa, continua o advogado, envolver\u00e1 as grandes empresas, que j\u00e1 n\u00e3o est\u00e3o conseguindo pagar os juros dos pr\u00f3prios t\u00edtulos que emitiram no passado para levantar capital.<\/p>\n<p>No acumulado deste ano (janeiro a setembro), as grandes companhias representaram 4% dos pedidos de fal\u00eancia, 1% das quebras decretadas e 1% dos pedidos de recupera\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n<h2>Pedidos por empresas<\/h2>\n<p>Sobre o aumento do n\u00famero de deferimentos de recupera\u00e7\u00f5es judiciais, o juiz Daniel Carnio Costa, da 1\u00aa Vara de Fal\u00eancias de S\u00e3o Paulo, conhecido por instaurar a per\u00edcia pr\u00e9via nos pedidos de recupera\u00e7\u00e3o judicial que analisa, considera a varia\u00e7\u00e3o normal. \u201cAcho que mesmo com a per\u00edcia pr\u00e9via a tend\u00eancia \u00e9 que tenhamos mais pedidos deferidos.\u201d<\/p>\n<p>Sayeg segue a mesma linha, destacando que a \u201cprimeira fase da recupera\u00e7\u00e3o \u00e9 relativamente formal\u201d, n\u00e3o avaliando a sa\u00fade econ\u00f4mica da empresa recuperanda. \u201cChecagem \u00e9 por ocasi\u00e3o da submiss\u00e3o do plano \u00e0 assembleia geral de credores\u201d, diz.<\/p>\n<p>Servi\u00e7os em crise Os servi\u00e7os lideram os pedidos de fal\u00eancia e de recupera\u00e7\u00e3o judicial, com 39% e 45% do total, respectivamente. Esses n\u00fameros apenas complementam o cen\u00e1rio vivido pelo setor.<\/p>\n<p>Em S\u00e3o Paulo, por exemplo, o faturamento real da atividade, segundo a Fecom\u00e9rcio-SP, caiu 3% em junho, se comparado ao mesmo m\u00eas de 2015. No semestre, a queda \u00e9 de 3,7%.<\/p>\n<p>Apesar do aumento do n\u00famero de pedidos, Daniel Costa, ressalta que, em muitos casos, h\u00e1 outros interesses por tr\u00e1s das solicita\u00e7\u00f5es. \u201cA grande maioria dos pedidos de fal\u00eancia s\u00e3o usados como a\u00e7\u00e3o de cobran\u00e7a. O credor quer muito mais receber do que a fal\u00eancia. J\u00e1 as solicita\u00e7\u00f5es de recupera\u00e7\u00e3o s\u00e3o usadas pelo devedor muitas vezes para se blindar.\u201d<\/p>\n<p>Outro ponto que merece destaque, segundo Ricardo Sayeg, \u00e9 que os pedidos de recupera\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00e3o feitos pelas empresas a partir de um estudo estruturado sobre sua situa\u00e7\u00e3o e progn\u00f3sticos econ\u00f4micos, mas quando elas j\u00e1 est\u00e3o cercadas por execu\u00e7\u00f5es. \u201cAs recupera\u00e7\u00f5es servem para definir o problema, e as empresas que n\u00e3o t\u00eam como se recuperar t\u00eam que quebrar mesmo.\u201d<\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong> jusbrasil.com.br\t\t<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os pedidos de recupera\u00e7\u00e3o judicial cresceram 69% em setembro deste ano na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo m\u00eas de 2015, segundo dados divulgados pelo Boa Vista SCPC. Os deferimentos tamb\u00e9m acompanharam a tend\u00eancia de alta, registrando aumento de 53% no per\u00edodo. 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