{"id":7147,"date":"2017-01-31T01:38:24","date_gmt":"2017-01-31T04:38:24","guid":{"rendered":"http:\/\/silvafreire.com.br\/site\/?p=7147"},"modified":"2017-01-31T01:38:24","modified_gmt":"2017-01-31T04:38:24","slug":"venda-de-bens-pessoais-so-e-fraude-apos-citacao-do-socio-devedor-decide-stj","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/silvafreire.com.br\/site\/venda-de-bens-pessoais-so-e-fraude-apos-citacao-do-socio-devedor-decide-stj\/","title":{"rendered":"Venda de bens pessoais s\u00f3 \u00e9 fraude ap\u00f3s cita\u00e7\u00e3o do s\u00f3cio devedor, decide STJ"},"content":{"rendered":"<p>\t\t\t\tA Terceira Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) decidiu que a venda de bens pessoais por parte de s\u00f3cio de empresa executada n\u00e3o configura fraude \u00e0 execu\u00e7\u00e3o, desde que a aliena\u00e7\u00e3o ocorra antes da desconsidera\u00e7\u00e3o da personalidade jur\u00eddica da sociedade.<\/p>\n<p>Para a ministra relatora do caso, Nancy Andrighi, a fraude \u00e0 execu\u00e7\u00e3o s\u00f3 pode ser reconhecida se a venda do bem for posterior \u00e0 cita\u00e7\u00e3o v\u00e1lida do s\u00f3cio devedor, em situa\u00e7\u00f5es nas quais a execu\u00e7\u00e3o postulada contra a pessoa jur\u00eddica \u00e9 redirecionada aos s\u00f3cios.<\/p>\n<p>A magistrada lembrou que a regra prevista no artigo 593, II, do C\u00f3digo de Processo Civil de 1973 \u00e9 clara ao dispor que o ato ilegal \u00e9 a aliena\u00e7\u00e3o de bens feita quando h\u00e1 em curso contra o devedor uma execu\u00e7\u00e3o capaz de reduzi-lo \u00e0 insolv\u00eancia.<\/p>\n<p>Cita\u00e7\u00e3o indispens\u00e1vel<\/p>\n<p>\u201cNa hip\u00f3tese dos autos, ao tempo da aliena\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel corria demanda executiva apenas contra a empresa da qual os alienantes eram s\u00f3cios, tendo a desconsidera\u00e7\u00e3o da personalidade jur\u00eddica ocorrido mais de tr\u00eas anos ap\u00f3s a venda do bem. Invi\u00e1vel, portanto, o reconhecimento de fraude \u00e0 execu\u00e7\u00e3o\u201d, explicou a ministra em seu voto.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o foi un\u00e2nime. Os ministros destacaram que a cita\u00e7\u00e3o v\u00e1lida dos devedores \u00e9 indispens\u00e1vel para a configura\u00e7\u00e3o da fraude, o que n\u00e3o houve no caso analisado, j\u00e1 que na \u00e9poca da venda existia cita\u00e7\u00e3o apenas da empresa.<\/p>\n<p>Segundo a relatora, foi somente ap\u00f3s a desconsidera\u00e7\u00e3o da personalidade jur\u00eddica da empresa que o s\u00f3cio foi elevado \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de respons\u00e1vel pelos d\u00e9bitos.<\/p>\n<p>\u00danico bem<\/p>\n<p>O caso analisado pelos ministros envolve um casal que era s\u00f3cio de uma empresa executada na Justi\u00e7a por d\u00edvidas. No curso da a\u00e7\u00e3o contra a firma, o casal vendeu o \u00fanico bem em seu nome, um im\u00f3vel. Mais de tr\u00eas anos ap\u00f3s a venda, a empresa teve sua personalidade jur\u00eddica desconsiderada, e a execu\u00e7\u00e3o foi direcionada para o casal.<\/p>\n<p>Um dos credores ingressou com pedido na Justi\u00e7a para declarar que a venda do im\u00f3vel configurou fraude \u00e0 execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os ministros destacaram que a jurisprud\u00eancia do STJ \u00e9 aplicada em casos como este e tamb\u00e9m em situa\u00e7\u00f5es de execu\u00e7\u00e3o fiscal, sendo pac\u00edfico o entendimento de que as execu\u00e7\u00f5es contra pessoa jur\u00eddica e contra pessoa f\u00edsica s\u00e3o distintas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Fonte: <\/strong><a href=\"http:\/\/www.jusbrasil.com.bre\/\"><strong>www.jusbrasil.com.br<\/strong><\/a><strong><\/strong><\/p>\n<div id=\"form-sites-61006ccfc282d63a0529\"><\/div>\n<p><script type=\"text\/javascript\" src=\"https:\/\/d335luupugsy2.cloudfront.net\/js\/rdstation-forms\/stable\/rdstation-forms.min.js\"><\/script><br \/>\n<script type=\"text\/javascript\">\n  new RDStationForms('form-sites-61006ccfc282d63a0529-html', 'UA-33267483-1').createForm();\n<\/script>\t\t<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) decidiu que a venda de bens pessoais por parte de s\u00f3cio de empresa executada n\u00e3o configura fraude \u00e0 execu\u00e7\u00e3o, desde que a aliena\u00e7\u00e3o ocorra antes da desconsidera\u00e7\u00e3o da personalidade jur\u00eddica da sociedade. 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