Viva a mulher! Hoje é seu dia.

8 de março de 2017

Geraldo Magela S. Freire

Advogado da SILVA FREIRE ADVOGADOS

O princípio da igualdade entre mulheres e homens, como direito humano fundamental, só veio em 1945 com a Carta das Nações Unidas. Com isso, objetivou-se provocar uma reflexão com alterações e justiça nas arenas sociais, políticas, econômicas e outras, para construir um mundo mais justo e fraterno. E 8 de março é o dia que se comemora com entrega de uma flor vermelha para cada uma delas.

“Sim, a linguagem universal que entende qualquer idioma … é a que sai do coração da mãe, diz Déa Januzzi, em artigo no jornal EM.

A mulher é quem traz harmonia e sentido ao mundo, diz o Papa Francisco na homilia na Casa Santa Marta em Roma.

Ela é todo um universo. Um mundo de afetos, palavras, carinhos, gestos. Ela, além de criar harmonia, é poesia, é beleza e ensina acariciar, a amar com ternura e que faz do mundo uma coisa bela.

Com o homem ela vira uma só carne. Porque ela faz nascer uma rede de afetos chamada família.

Para o Papa Francisco Deus criou a mulher para que nós tivéssemos uma mãe.

E essa mãe que nos dá o alicerce dos valores milenares estabelecidos pela civilização e que nos permite respeitar os valores de todos, incluindo o das minorias, porque todos são filhos de Deus.

E que nos dá forças para lutar contra essa permissividade que enxovalha todos esses valores universais, trazendo um vazio moral que deixa o homem moderno sem referencial.

Sem dúvida, no conceito de família foi inserido um ingrediente novo chamado liberdade. E uma nova família está nascendo. Mas precisamos criar critérios sólidos de conduta a fim de que as inevitáveis transformações sociais tenham alicerce seguro para guiar a sociedade na saída desse vazio moral e existencial em que vivemos.

Mas o respeito aos direitos da minoria, que já estão assentados no tecido social, não dá às minorias desajustadas o direito de destruir os direitos da maioria, distorcendo conceitos milenares arraigados na sociedade. Desde a década de 60, quando os direitos das minorias afloraram, a unidade tem que ser encontrada na diversidade. E, ai, podemos citar Ortega y Gasset: “Yo soy yo y mi circunstancia.”

A mulher foi agraciada por Deus com a maior das graças, o dom de dar vida. Ela altera a estatística do mundo. E elastece o maior dos mandamentos, amar ao próximo mais que a si mesmo. E transforma uma casa em um lar.

Infelizmente, embora tenha havido muitas conquistas em todo mundo, a diversidade de costumes e culturas, ainda provocam as violências domésticas, as mutilações sexuais e outros costumes humilhantes, onde são violentadas em suas escolhas mais íntimas, especialmente no coração da África e no mundo árabe de tradição islâmica, há milhares de anos.

A pressão inumana que sofrem por imposição de uma sociedade machista, consumista e hedonista, de comercializar seu corpo, sua dignidade, seu tempo e sua mente, retira-lhe o exercício prioritário, divino, de gerar vida, alterar a estatística do mundo e alicerçar um lar.

Tem-se que modificar os hábitos preconceituosos e discriminatórios contra as mulheres e inserir leis no tecido social que devem prevalecer sobre a cultura.

Deus deve estar feliz com sua criação.
08/03/17


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